quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Agrotóxico Mata


 O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais, CONSEA-MG

a Comissão Regional de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável - Zona da Mata III (CRSANS)
e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST

Convidam para
Oficina micro-regional - Lançamento da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida em Juiz de Fora e região
Sábado, 25 de agosto de 2012, às 13h30min
Local: Sindicato dos Bancários - R. Batista de Oliveira nº 745 - Centro - Juiz de Fora
O problema do envenenamento dos alimentos com agrotóxicos no Brasil ficou em evidência com a pesquisa da ANVISA, em 2010, que revelou que cada brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos por ano.
O Brasil é o maior consumidor de venenos agrícolas no mundo e isso representa um problema grave para a saúde pública no país.
Todos nós, governantes e sociedade civil, somos chamados a firmar compromissos viáveis para a diminuição do uso desses venenos, maior controle dos órgãos responsáveis e a criação de condições para a plantação de alimentos em regime agroecológico.
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida foi lançada nacionalmente em abril de 2011 e está se espalhando rapidamente pelos estados e municípios.
Juiz de Fora, como cidade polo da Zona da Mata, também deve se comprometer a pensar alternativas, a informar sua população sobre os riscos dos agrotóxicos, a cobrar maior fiscalização e a fechar uma agenda de ações para a realização de atividades sobre o tema, ao longo do ano.
Por isso, convidamos os parceiros de universidades, do poder público, de sindicatos, entidades e movimentos da sociedade civil, para juntarmos forças e construirmos juntos propostas de mudanças para garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada e a Segurança Alimentar e Nutricional a todos na região.
Ludmila Bandeira Pedro de Farias     -      Conselheira estadual do CONSEA-MG pela CRSAN Zona da Mata III



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domingo, 29 de julho de 2012

Para crianças: O ninho do joão-de-pau

–Pai! Pai! – O que foi? – perguntou o pai, surpreendido com a algazarra do filho.
O vizinho tá cortando a árvore com o ninho do joão-de-pau ! – exclamou o filho esbaforido.
O filho adorava aves, árvores e florestas e estava chateado com que o vizinho estava fazendo. O pai ouve o som cortante do machado:
–Uh! Vamos lá ver.
Juntos seguem, para onde o vizinho machadava a  árvore. O ninho de pequenos gravetos entrelaçados oscilava sem cair. Os dois apenas olham. Por fim a árvore tomba opulenta e esparrama seus galhos pelo chão. Pobre árvore. Pensou consigo o pai.
–Ô vizinho! – chamou o pai.
–Opa! – respondeu o vizinho, ofegante.
–Tá cortando a árvore,?
–É, tá atrapalhando a casa.
– Ah! – exclamou o pai,  sem querer esticar a conversa.
Ali naquela região os moradores tinham o hábito de cortar tudo o que crescia em volta das casas. Cada um tinha o seu motivo:  cobras ,  sujeira,  ladrão...
–Você pode dar o ninho que caiu junto com a árvore? Meu filho gostaria de olhar de perto – pediu o pai.
Ninho de joão-graveto (Phacellodomus rufifrons). Foto: M. Eiterer– Claro! – respondeu o vizinho, indo em direção ao ninho intacto, mesmo com a queda. Ele quebra o galho, pois o ninho continua preso e o emprega ao pai.
– Obrigado, vizinho! Até mais!
– De nada! Até!
Pai e filho voltam em direção a casa com o ninho.
– Pai o que vamos fazer com o ninho?
–Vamos dar uma olhada nele – respondeu o pai.
Eles examinam o ninho. Não havia ovos nas câmaras.
Vamos colocar o ninho num galho de uma das nossas árvores e ver o que acontece. Muitas aves não retornam ao ninho depois que foram mexidos. Pode ser que ele não volte.
João-de-pau (Phacellodomus rufifrons)f. Foto: M. Eiterer.
Eles prendem o ninho em um galho de outra árvore. Os dias passam e nada acontece. Um certo dia lá estava ele  de volta. O João-de-pau voltou e estava desmanchando  o ninho antigo e montando um novo, usando os mesmo gravetos. Enquanto desmanchava o ninho velho o pai e o filho conseguiram ver as câmeras forradas com penas, onde eram chocados os ovos. Alguns dias depois o novo ninho estava pronto. Agora o ninho estava seguro em uma árvore que nunca seria derrubada.
M.Eiterer
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Para crianças: O banho de terra

Um jardim sarapintado emoldura a pequena casa azul. Ela é circundada por uma grande varanda sustentada por cinco pilares, ornados com clerodendro vermelho. Brinquedos estão espalhados sobre o  piso carmesim bem limpinho. No meio deles brinca uma menininha sentada  com as pernas esticadas. Numa cadeira bem ao lado, a mãe cirze uma velha camisa  :
— Mamãe! —  chama a filha baixinho.
— O quê é, querida? — pergunta a mãe.
— Tem um passarinho rolando na terra do seu vaso.
— Ah! É uma corruíra. Ela está tomando banho — diz a mãe, olhando rapidamente o passarinho e voltando os olhos para a  costura.
A menina pensa consigo: Banho de terra! Doidice da mamãe. Banho só pode ser de água. Terra suja, não limpa. Eu não vou tomar banho de terra. Quando brinco na terra fico toda suja, mamãe fica uma fera.  Porque ele vai tomar banho de terra? Pra ficar sujo?Mamãe tem hora que fala umas esquisitices:
—Tem certeza mamãe? Ele tá mesmo tomando banho? É esquisito tomar banho de terra.
— É! Algumas aves tomam banho de terra. As galinhas tomam banho de terra. Hum…não estou lembrando de outra.
— Por que ele precisa tomar banho de terra, mamãe?
— Bem...parece que isso ajuda a tirar alguns bichinhos que ficam nas  penas.  Alguns só tomam banho de terra, outros tomam só tomam de água e ainda aqueles que tomam banho de terra e de água
— E, eles conseguem tirar os bichinhos?
—Bem…até onde eu sei…parece que sim.
A filha continua a  fitar o passarinho no seu banho de terra. De repente ele para. Levanta. Dá uma sacudida. Ajeita as penas. E sai voando. A menina acompanha tudo até ele desaparecer.  E volta aos seus brinquedos. Lá na casa azul.

M.Eiterer

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