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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Aves para Crianças: Amor, interrompido


Rosinha e Roxinho são parceiros há muuuito tempo. Eles são papagaios-de-peito-roxo. Rosinha e roxinho são muito unidos. Voam pelo céu grudadinhos, cantando krão-krão, krão-krão. Na hora de buscar sua comida predileta, coquinhos e frutas, também estão juntos. Durante a noite dormem coladinhos num galho de uma árvore bem alta. Não desgrudam um só minuto. Quando têm filhotes os dois são pura dedicação e cuidado. Já tiveram várias ninhadas.

Numa certa vez, eles fizeram um ninho no oco de uma árvore bem alta. Lá Rosinha colocou dois ovos branquinhos. Rosinha chocou os ovos com muito cuidado. Roxinho trazia todos os dias comida para Rosinha, que não desgrudava dos ovos. Depois de 25 dias chocando os filhotes nasceram. Mas, ainda seriam 70 dias de cuidados, até os dois filhotes estarem prontos para voar. Nesses primeiros dias os filhotes não conseguem ficar de pé, ficam deitados quase todo o tempo e Rosinha e Roxinho passam o dia alimentando os dois. Haja comida para alimentar esses dois famintos!

O tempo foi passando e os filhotes foram crescendo. Um dia Roxinho e Rosinha cuidavam dos dois, quando de repente ouviram um barulho: vrummm, vrummm... e a árvore toda tremeu. Eram homens cortando a sua árvore, com uma máquina enorme e barulhenta. Roxinho e Rosinha começaram a voar no entorno da árvore, apavorados e a gritar. O que aqueles homens iam fazer? Rosinha e Roxinho gritavam pedindo que eles parassem de cortar, mas os homens não entendiam a língua deles. E continuaram cortando. Quando Roxinho viu que a árvore ia cair gritou para Rosinha: - Foge, foge, foge Rosinha. Rosinha, então voou o mais rápido que pôde para bem longe. Cansada Rosinha posou num galho e esperou por Roxinho. Mas, Roxinho não voltou. Então, ela resolveu voltar ao local do ninho. Quando chegou lá... A árvore estava caída no chão, o ninho vazio e nada de Roxinho e dos filhotes. Ela ficou lá parada, triste, pensando no que acontecerá. Ela perderá para sempre seu amado Roxinho e seus filhotes. Ficou lá assim por dias. Até que um dia voou. Hoje mesmo vi Rosinha passando voando bem alto no céu, cantando sozinha: krão-krão. Ela procura Roxinho e os filhotes ou por outros iguais a ela. Mas, não há mais nehum papagaio-de-peito-roxo voando no céu, além dela. 
M. Eiterer

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sábado, 16 de março de 2013

Para crianças: A fuga do trinca-ferro

Por M. Eiterer
Ele bate as asas com toda a força que pode: vupt, vupt, vupt, vupt... O coração acelerado parecia querer sair do peito: tum-tum, tum-tum, tum-tum... Quando ele acha que já está bem longe do perigo, pousa no galho de uma árvore. Está esbaforido. Os olhos arregalados. Ele nem consegue pensar direito. Que perigo tinha passado! Mas, ainda estava livre.. Mas, e os outros..., pensava o trinca-ferro, quando de repente ouve uma voz:
- Nossa! O que foi que aconteceu com você? -perguntou uma jovem avezinha pousada em outro galho, da mesma árvore. Parece que viu um gavião? O trinca-ferro leva um susto, mas ao perceber que não há perigo, responde:
- Eu vi coisa pior que um gavião - respondeu o trinca-ferro, ainda ofegante.
- Foi? O quê? - perguntou a avezinha, já amedrontada.
- Era uma rede enorme, no meio da floresta. Não dava para ver a rede e várias aves ficaram presas nela. Foi um horror. Nós nos debatíamos, tentando fugir. Mas, não adiantava. Só conseguíamos ficar ainda mais presos . Achei que era meu fim.

FIM

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domingo, 29 de julho de 2012

Para crianças: O ninho do joão-de-pau

–Pai! Pai! – O que foi? – perguntou o pai, surpreendido com a algazarra do filho.
O vizinho tá cortando a árvore com o ninho do joão-de-pau ! – exclamou o filho esbaforido.
O filho adorava aves, árvores e florestas e estava chateado com que o vizinho estava fazendo. O pai ouve o som cortante do machado:
–Uh! Vamos lá ver.
Juntos seguem, para onde o vizinho machadava a  árvore. O ninho de pequenos gravetos entrelaçados oscilava sem cair. Os dois apenas olham. Por fim a árvore tomba opulenta e esparrama seus galhos pelo chão. Pobre árvore. Pensou consigo o pai.
–Ô vizinho! – chamou o pai.
–Opa! – respondeu o vizinho, ofegante.
–Tá cortando a árvore,?
–É, tá atrapalhando a casa.
– Ah! – exclamou o pai,  sem querer esticar a conversa.
Ali naquela região os moradores tinham o hábito de cortar tudo o que crescia em volta das casas. Cada um tinha o seu motivo:  cobras ,  sujeira,  ladrão...
–Você pode dar o ninho que caiu junto com a árvore? Meu filho gostaria de olhar de perto – pediu o pai.
Ninho de joão-graveto (Phacellodomus rufifrons). Foto: M. Eiterer– Claro! – respondeu o vizinho, indo em direção ao ninho intacto, mesmo com a queda. Ele quebra o galho, pois o ninho continua preso e o emprega ao pai.
– Obrigado, vizinho! Até mais!
– De nada! Até!
Pai e filho voltam em direção a casa com o ninho.
– Pai o que vamos fazer com o ninho?
–Vamos dar uma olhada nele – respondeu o pai.
Eles examinam o ninho. Não havia ovos nas câmaras.
Vamos colocar o ninho num galho de uma das nossas árvores e ver o que acontece. Muitas aves não retornam ao ninho depois que foram mexidos. Pode ser que ele não volte.
João-de-pau (Phacellodomus rufifrons)f. Foto: M. Eiterer.
Eles prendem o ninho em um galho de outra árvore. Os dias passam e nada acontece. Um certo dia lá estava ele  de volta. O João-de-pau voltou e estava desmanchando  o ninho antigo e montando um novo, usando os mesmo gravetos. Enquanto desmanchava o ninho velho o pai e o filho conseguiram ver as câmeras forradas com penas, onde eram chocados os ovos. Alguns dias depois o novo ninho estava pronto. Agora o ninho estava seguro em uma árvore que nunca seria derrubada.
M.Eiterer
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